sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sucesso escolar, o que é?

... Acho que me vou propor aos exames que permitem saltar ao 10ª ano! Afinal, já tenho mais de 15 anos e, se atendermos ao grau de dificuldade das últimas provas de aferição, talvez eu fique a perceber melhor que 1+1 pode não ser 2 e ficarei com diploma de "actualizada"!...
Ouvi a sra Ministra da Educação falar da preocupação em atender aos superiores interesses das crianças no que se refere às alterações previstas no Ensino Básico.
Ouvi, hoje, o sr 1º Ministro dizer na Assembleia da República que os agrupamentos em centros escolares são também medidas de contenção e fico, ainda, mais confusa.
Sempre o dinheiro ou a sua falta, a sujeitar os mais indefesos da sociedade aos sacrifícios resultantes da incúria de lideranças incompetentes.
Sempre o Ensino Básico a ser cobaia das políticas de dirigentes experimentalistas.
Não sei se a sra Ministra alguma vez viveu, "uma aventura... a caminho da escola". Eu já. E de muitos modos.
Obrigar crianças de meia dúzia de anos a deslocações diárias "em latas andantes" é o mesmo que buscar a escola a "butes", como se fazia no século passado. É crueldade disfarçada de progresso. É condenar o gosto do saber, logo à nascença. É decretar que o pequeno que se dá mal nos carros, aquele a quem dói a barriga ou se sente, de repente, cheio de febre, seja obrigado a cumprir os horários de retorno a casa no final do dia, em vez de aguardar uns minutos pela chegada da mãe, da avó ou até da vizinha que lhe preparam o "chá do mimo" a que tem direito, é correr riscos nas viagens constantes.
Sujeitaria, sra Ministra,um seu filho ou um seu neto pequeno, às deslocações constantes que as novas hipóteses de usufruto da escola pública propõem para o interior do nosso país, em dias de neve ou calor abrasador?
Não haverá forma mais atractiva de evitar a desertificação do nosso Portugal interior ou de atrair até essas zonas, alguns dos que se "atropelam" no litoral?
Então, só o sucesso das estatísticas é determinante na avaliação do desenvolvimento pessoal das nossas crianças?
Afastando a escola facilita-se mais o interesse dos pais no acompanhamento da vida escolar dos filhos? Não creio.
Sem pensar em dinheiro, sugiro que se inverta o plano. Possibilite-se a pesquisa da vida e não o cansaço de a ter de descobrir, em esforço de cada dia, pela razão do local do berço, ser o menos favorecido.
Possibilite-se a geminação das turmas das grandes escolas com as de fraca frequência calendarizando entre elas, ocasionais deslocações de alunos e envolvendo nessas recepções os pais e a comunidade local, numa troca de saberes e vivências que são o maior património do nosso povo.
Como seria agradável a uns, visitar meninos que conhecem galinhas para além das do supermercado, que sabem plantar a couve e acompanham o crescimento das plantas, que correm nas ruas sem trânsito, que vêem e ouvem o riacho a correr, que conhecem adágios, lengalengas e cantigas populares, etc, etc.
Como seria melhor para os outros, os do interior, dito atrasado, serem recebidos como visita e partilhar, da "balbúrdia de um grande rancho", da dita "evolução urbana", do tal progresso que, actualmente, até rouba tantos empregos aos pais e aperta o cinto às escolas dos filhos. E, depois, sim, depois, visitar museus, bibliotecas, monumentos e dissertar sobre tudo. Contar, comparar e citar. Em computador ou de lápis na mão.
Assim, parecia-me que se combateria a solidão dos grupos e se promoveria a noção de Pátria Comum, promovia-se a partilha do conhecimento, a solidariedade e o desenvolvimento harmónico de todas as zonas do nosso Portugal e das suas gentes, sem "ilhas de modernidade".
Apenas um detalhe. Seria mais difícil concretizar a redução do número de professores e prescindir da sua opinião relativamente a alterações estruturais do sistema educativo!...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aqui me tens, professor

Aqui me tens
Olhar aberto ao mundo,
Mãos pequenas
Com ânsia de voar,
Algibeiras de ilusão, vontade louca
De aprender, de brincar.
Trago comigo a sacola dos sonhos,
A força que existe num ser a despertar.
Trago comigo uma constante sede
De Ternura e Amor,
O direito à "Viagem", sem parar.
Em ti,
Quero encontrar
A calma azul do mar por explorar,
O doce vigor que salta as barreiras da idade.
Abre de par em par
As "portas", as "janelas".
Faz dos meus passos eco dos anseios da infância que foi tua.
Deixa-me pintar o cenário da Esperança onde vou viver.
Deixa-me pular,
Sorrir, cantar, correr.
DEIXA-ME SER CRIANÇA!

(Glória Balula)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Contrastes

Fátima chamou a si milhares de crentes, desde a mais anónima pessoa até ao mais alto representante da Cristandade.
Sobre o futuro, Bento XVI disse que "a fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança nas mãos do Amor que sustenta o mundo".
Não tardou que, logo a seguir, outro "de S. Bento" proclama em fingida contrição, que não quer desiludir ninguém mas vai ter de nos apertar o cinto, a bolsa, os gastos, o pescoço; pede o abandono de alguns dos nossos trocos, o corte de ordenado a conta-gotas, para colocarmos nas mãos dos responsáveis da crise a solução do futuro, na emergência de termos de sustentar o euro.
Prefiro o impacto e a dimensão espiritual da 1ª Mensagem. Ela faz parte da minha identidade, ajuda a caminhar na busca do Belo e da Perfeição, promove a Solidariedade e a Consciência Fraterna. Mesmo que nada consiga, sabe melhor viver sob tal Lema.
...E, que o meu espírito cristão me ajude a crer que os trocos que vou partilhar, vão ser bem aplicados e contribuirão para "esse milagre de sustentação monetária"!....

sábado, 8 de maio de 2010

Mãe

...Hoje e sempre, curvo-me perante a tua memória.
Com o meu silêncio, quero dizer-te o quanto reconheço a tua Grandeza!
Continua a guiar-nos a todos, por favor!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Hoje

Hoje, a rotina parece instalada, por aqui. O sol brilha, a ventania cessou, não tenho emprego stressante, não vivo o stress dos desempregados. Direi que sou privilegiada por tanto de que posso beneficiar!
... Contudo, escuto as notícias e fico ansiosa, de coração apertado.
Vejo o regredir da Esperança mas é preciso acreditar no Futuro.

...Apenas...
... Atena... S...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Janela entreaberta

Ainda não me é possível debruçar no "parapeito da minha janela" e expandir o meu olhar para além dum horizonte pleno de vastidão, sem barreiras.
Não escondo quanto está, ainda, limitada e vazia esta "maquineta" de tecnologia que tanto me custa a entender.
Já consigo sentir um ar de liberdade, uma réstia de conhecimento, uma sensação de companhia, mesmo que virtual.
E tudo isto, só com a "janela" entreaberta e pouco funcionante.
Sim, admito a minha dependência. Como aconteceu, não sei!

Porém, foi um prazer ter dedicado mais tempo à leitura e ter "devorado" dois livros numa tarde sem net, como já não fazia há muito tempo.