terça-feira, 5 de abril de 2011
Sorrisos, PEC ados, Azares...Roubos, Crises e Radares...
Hoje, acho que vivi uma caricatura parecida mas, ao contrário.
Esta manhã, por várias razões, atrasei-me depois da minha aula de "chapinhação". Uma delas porque a L., minha conterrânea, ao sair da nossa aula, foi confrontada com o assalto ao seu carro e o roubo de documentos e dinheiro. O caso envolveu a solícita brigada para tomar conta da ocorrência e "apoiar" a vítima. Fiquei mirone e comentadora, claro.
Com o sol a brilhar e o relógio a "tic...taquear", decidi-me a ganhar tempo indo pela antiga circular da cidade (agora chamada de rua e batizada com nome espanhol por sermos tão amigos dos vizinhos).
Juro que não me lembro de encontrar vivalma, um carro que fosse a passar, muito menos algum ligando as luzes, num desafio ao brilho do astro-rei.
Respirei fundo, contemplei os campos e lá vou eu até que, lado a lado com a escola, nem tive oportunidade de recordar as alegrias que vivi noutros espaços idênticos.
Pela frente, surge-me Angela Merkel, tal e qual, disfarçada de brigada de trânsito.
Pensei: Vá lá, lembraste-te de mudar os documentos do saco desportivo para a mala. Vamos ver se o vidro abre. Abriu e... fechou depois, também. Olaré!
Continência da autoridade. Pedido de documentos.
Preocupo-me com o clip que os segura mas, não faz mal. A tal visão, tão alemã a meus olhos, afasta-se até à viatura, discretamente fora da via e rodeada por duas generosas aves. Antes porém, recebo a vergastada no lombo. Toma!
Sou informada que o pedido de paragem não era só para ver documentos. Eu tinha sido caçada, lá no alto, pelo eficiente radar que registou uns escandalosos 80km/h, naquele fim de manhã, tão belo e tão sereno.
Manhosa, fingida, revisto-me com o meu ar de senhora respeitável, peço desculpa e esclareço:
-Vou com um bocadinho de pressa porque vou tratar do meu pai que tem 89 anos e está sozinho, à minha espera.
A prestimosa visão preocupa-se com o meu precioso tempo e avia-me depressa. Registou os meus dados sem demora e... prometeu enviar-me a penitência para a morada, informando-me das formas possíveis para eu cumprir a pena aplicada.
Acho que vou despender uns "aéreos" mas vou, também, relativizar a coisa e fazê-lo sorridente, sim senhor.
Tadito do meu pai se soubesse disto. Ficava preocupado e dava-me uma lição de moral e de boa condução.
Não sei se esta tramóia partiu do pobre do "Socras" ou foi ironia do meu próprio e velho automóvel. É que eu tenho andado a fingir-me de abonada em tempo de crise e a ponderar a hipótese de rifar o meu velhinho calhambeque, sabe-se lá se não só, por enfado. Afinal, sou condutora desde 1 de Outubro de 1970. Isto de se apanhar a 1ª talega por excesso de velocidade ao fim de 40 anos de condução e com uma viatura tão desvalorizada, faz-me sorrir e pensar que podia ser bem pior.
PS: Não vou aceitar o convite para 5/6. Obrigada. Ficarei a meditar no quanto sou perdulária mas também a dar graças a Deus pelo privilégio de tantas coisas boas de que tenho beneficiado na vida. As vezes que pisei o pedal sem consequências, incluem-se neste rol.
Ah, esquecia-me de registar que vou estar atenta à forma como serão gastos todos os cêntimos deste contributo que, forçosamente, vou dar para resolver a maldita crise.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Dilema português
...Se falta a luz, sobra água.
...Resta-nos o azul dos céus.
...E mais nada!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O Conselho dos ratos
Nas fábulas de La Fontaine, inspiradas no género literário criado por Esopo, o Grego, sempre encontraremos uma lição moral, adequada às atitudes dos homens de todos os tempos ...
Por SAPO Kids, 23 de Março de 2009
Há muito, muito tempo, os Ratos reuniram-se em assembleia para decidirem em conjunto o que fazer em relação ao seu inimigo comum: o Gato.
Depois de muito conversarem, um jovem rato levantou-se e apresentou a sua proposta:
- Estamos todos de acordo: o perigo está na forma silenciosa como o inimigo se aproxima de nós. Se conseguíssemos ouvi-lo, podíamos escapar facilmente. Por isso, proponho que lhe coloquemos um guizo no pescoço.
A assembleia recebeu estas palavras com entusiasmo. Foi então que um Rato Velho se levantou e perguntou:
- E quem é que vai colocar o guizo no pescoço do Gato?
Os ratos começaram a olhar uns para os outros, e não houve nenhum que se oferecesse para levar a cabo semelhante tarefa.
Então o Rato Velho terminou, dizendo:
Propor uma solução é fácil, o difícil é pô-la em prática.
Fábulas de La Fontaine
Por Sapo Kids
segunda-feira, 28 de março de 2011
E agora José? - Carlos Drummond de Andrade
E agora Portugal? Discute-se hoje no "Prós e Contras" onde há pouco ouvi citar parte deste poema.