No dia em que ouvi anunciar que as mulheres da Arábia Saudita terão acesso ao direito de voto mas que o mesmo só terá efeitos práticos daqui a 4 anos (isto se o marido, pai ou irmão de cada uma delas autorizar) leio que uma Saudita foi condenada a 10 chicotadas... por ousar conduzir um automóvel!
Pobreza de espírito. Sem mais comentários.
Contigo, convosco, pela igualdade de direitos!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Ainda há bom senso
Ouvi agora a notícia: O bastonário da Ordem dos Médicos anunciou que esta Entidade disponibilizará a verba necessária, para que 10 dos melhores alunos do Secundário não vejam frustradas as legítimas expectativas que a promessa de prémio lhes tinha criado.
Isto, em nome da promoção do Mérito e no combate a uma política de facilitismo e esperteza saloia.
Que sirva de lição ao Ministério da Educação!
Isto, em nome da promoção do Mérito e no combate a uma política de facilitismo e esperteza saloia.
Que sirva de lição ao Ministério da Educação!
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
A nota e a nega
Hoje, ao acordar, ouvi nas notícias que o Ministério da Educação resolvera alterar as regras e não atribuir o prémio prometido de €500, aos melhores alunos do secundário que já contavam receber amanhã, essa distinção pelo mérito dos resultados do seu trabalho, do seu estudo e do seu esforço.
Senti-me incrédula com a notícia. Achei que deveria ser exagero dos media por considerar que uma atitude dessas tocava as raias do máximo desprezo pelo cumprimento do que fora instituído, sem que a sua cessação tivesse sido anunciada, em "tempo útil".
A meio da manhã, ouvi o protesto dum representante dos pais e acreditei no absurdo.
Todos aprendemos que " o prometido é devido".
Miséria de País que tais responsáveis tem a administrá-lo e a representá-lo!
A nega desta "notinha" e o seu desvio para outros fins, talvez vá dar um enorme "jeitão" na resolução dos problemas dos alunos e famílias mais carenciados mas cheira a falsa caridadezinha, hoje politicamente correcta e saber-lhes-à a traição, engano, esmola miserável dada na vez dos direitos que lhes são devidos.
Atitudes destas são anti-pedagógicas, não promovem ninguém e comprometem a construção do Futuro, a formação de homens honestos e reconhecidos pela honradez da palavra dada e pela nobreza de atitudes e comportamentos.
Depois de conhecermos tantos buracos financeiros, impunemente escondidos, tamanhas verbas desviadas, tanta fuga aos impostos, tantos trafulhas desculpados, é vergonhoso que se venha cortar um "premiozinho" antes acenado a jovens, ainda por cima bons alunos da Escola Pública Portuguesa.
Apetece protestar e dizer:
- Nojo! É o vil dinheiro a imperar!
Que esses bons alunos enganados saibam reconhecer, em si próprios, a dignidade do mérito e do trabalho e venham a ser os obreiros duma nova ordem social, nacional e mundial, verdadeiramente justa, solidária na partilha e no reconhecimento dos verdadeiros valores da Humanidade.
Senti-me incrédula com a notícia. Achei que deveria ser exagero dos media por considerar que uma atitude dessas tocava as raias do máximo desprezo pelo cumprimento do que fora instituído, sem que a sua cessação tivesse sido anunciada, em "tempo útil".
A meio da manhã, ouvi o protesto dum representante dos pais e acreditei no absurdo.
Todos aprendemos que " o prometido é devido".
Miséria de País que tais responsáveis tem a administrá-lo e a representá-lo!
A nega desta "notinha" e o seu desvio para outros fins, talvez vá dar um enorme "jeitão" na resolução dos problemas dos alunos e famílias mais carenciados mas cheira a falsa caridadezinha, hoje politicamente correcta e saber-lhes-à a traição, engano, esmola miserável dada na vez dos direitos que lhes são devidos.
Atitudes destas são anti-pedagógicas, não promovem ninguém e comprometem a construção do Futuro, a formação de homens honestos e reconhecidos pela honradez da palavra dada e pela nobreza de atitudes e comportamentos.
Depois de conhecermos tantos buracos financeiros, impunemente escondidos, tamanhas verbas desviadas, tanta fuga aos impostos, tantos trafulhas desculpados, é vergonhoso que se venha cortar um "premiozinho" antes acenado a jovens, ainda por cima bons alunos da Escola Pública Portuguesa.
Apetece protestar e dizer:
- Nojo! É o vil dinheiro a imperar!
Que esses bons alunos enganados saibam reconhecer, em si próprios, a dignidade do mérito e do trabalho e venham a ser os obreiros duma nova ordem social, nacional e mundial, verdadeiramente justa, solidária na partilha e no reconhecimento dos verdadeiros valores da Humanidade.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Outono
Outono.
(A palavra é cansada...)
Tudo a cair de sono,
Como se a vida fosse assim, parada!
Nem o verde inquieto duma folha!
O próprio sol, sem força e sem altura,
Olha
Dum céu sem luz e levedura.
Fria,
A cor sem nome duma vinha morta
Vem carregada de melancolia
Bater me à porta.
Miguel Torga
(A palavra é cansada...)
Tudo a cair de sono,
Como se a vida fosse assim, parada!
Nem o verde inquieto duma folha!
O próprio sol, sem força e sem altura,
Olha
Dum céu sem luz e levedura.
Fria,
A cor sem nome duma vinha morta
Vem carregada de melancolia
Bater me à porta.
Miguel Torga
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Poema do dia
O rato e o anjo
Há um rato para cada português
Dos jornais
Anjo guardum
pra cada um
Da província
Um rato e um anjo de guarda
para cada.
Anjo defende o acto
mau,
a fazer ou a sofrer.
Rato celebra contrato?
Qual!
Rato rói,
até na orelha.
Anjo dói
de outra maneira.
Mas eis que, nestes enredos,
há dois a mais, um a menos.
Cai ao anjo a pena,
ao rato o pelame.
Um regressa ao seu enxame,
o outro à sua caverna.
E o português, desanjado,
já se vê desratizado.
Chora.
Alexandre O`Neill
Há um rato para cada português
Dos jornais
Anjo guardum
pra cada um
Da província
Um rato e um anjo de guarda
para cada.
Anjo defende o acto
mau,
a fazer ou a sofrer.
Rato celebra contrato?
Qual!
Rato rói,
até na orelha.
Anjo dói
de outra maneira.
Mas eis que, nestes enredos,
há dois a mais, um a menos.
Cai ao anjo a pena,
ao rato o pelame.
Um regressa ao seu enxame,
o outro à sua caverna.
E o português, desanjado,
já se vê desratizado.
Chora.
Alexandre O`Neill
sábado, 17 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
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