Hoje, orgulhei-me com o prémio de Melhor Treinador do Mundo, atribuído a José Mourinho. Agradeci-lhe quando o ouvi falar na nossa Língua Materna dizendo sentir-se orgulhoso por ser Português. Comovi-me com as lágrimas da sua emoção e, sobretudo, quando o ouvi dizer:
" Trabalhei muito para chegar aqui"....
"O mais importante são os títulos colectivos"...
..."Mas, este prémio faz bem ao ego do Português"...
Simultaneamente, em rodapé, fui lendo a triste legenda alusiva a outro português: "Renato Seabra foi acusado de homicídio de 2º grau"...
Entretanto, sei de uma Mulher que , sem hesitações, atravessa um oceano, deixando-se cair nas garras do abismo do sofrimento, movida apenas pela Dor e pelo Amor Maior, na busca do filho envolto nas teias de um crime.
..."Inda que seja ladrão,
Aquele que tem a Mãe
Lá tem no meio da luta
Ternos afagos de alguém".
Cantou Zeca Afonso.
Hoje, os meus gatos assanharam-se e lutaram pela disputa do mesmo espaço, para dormirem esta noite.
Hoje, não quero deixar de registar algumas das minhas inquietações de sempre, algumas das minhas velhas dúvidas, dos meus porquês e das contradições que também me envolvem a minha própria alma.
Quem sou eu? Quem somos nós? Até que ponto somos apenas e tão só, animais? Até que ponto somos capazes de nos aperfeiçoar e desenvolver comportamentos cada vez mais solidários, mais humanizados e humanizantes? Como aprender a conhecer e a evitar ou dominar as nossas fragilidades? Que exemplos de vida deveremos dar aos mais novos? Como escolarizar, socializar, encaminhar os mais pequenos e os jovens?
Até que ponto estamos todos metidos "no funil da competição" buscando a única saída que possibilita apenas o "êxito" de um, dois, três, à custa do esmagamento das multidões de anónimos? Que diferença sabemos fazer entre o verbo SER e o verbo TER?
Ao longo dos milénios estas e muitas mais dúvidas se foram apresentando ao Homem, perante os resultados mais ou menos dramáticos dos seus comportamentos.
A linha de fronteira entre o Bem e o Mal é tão frágil que ninguém pode ter a certeza de que não a vá ultrapassar, alguma vez.
A Vida é Caminho. Caminho de sucessos, de alegrias, de esperanças mas também de fracassos, de tristezas e desânimos. Somos capazes de os aproveitar para nos fortalecermos na capacidade de entreajuda, no reconhecimento das nossas limitações e aperfeiçoamento do nosso carácter? Nem sempre.
A Vida é Verdade mas... há tantas verdades quantos os pontos de vista. Importa sermos coerentes nas atitudes e nas situações que enfrentamos. Porém, somos sempre capazes de assumir as consequências disso mesmo?
Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, disse Jesus Cristo. Na coerência do Seu Testemunho encontramos exemplos de Generosidade, de Justiça, de Igualdade e Aceitação do outro, de Ajuda e Partilha, de Tolerância e Perdão, de Dádiva Suprema, até.
Quando formos capazes de concretizar este maravilhoso programa de Vida, seremos menos contraditórios, mais irmãos uns dos outros.
Hoje, li o anúncio do FUTURO e alegrei-me. Que venha Saudável, cheio de Graça e Pureza. O Mundo precisa dele (dela) para se tornar mais Feliz, mais Perfeito e mais Belo!
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
Dia Mundial da Paz!
Ano Novo, Vida Nova!
A Vida não pára de me surpreender. Umas vezes enche-me de rotinas e contraditórios. Outras vezes, obriga-me a descobrir as minhas próprias fragilidades e corrige-me o orgulho, com sábias lições.
A Vida é Mestra e transcende-nos a todos! E, sempre que o Homem a respeita na sua Plenitude, a Vida é Bem, é fonte de Felicidade e Alegria.
Hoje, Dilma Roussef tornou-se a 1ª Mulher Presidente do Brasil. Segui, em directo, parte da cerimónia.
Após uma emocionante troca de poderes entre o carismático Lula da Silva e Dilma, com tudo o que de maravilhoso e promissor isso encerra, retive do seu discurso de tomada de posse a expressão:
" Para concretizar o Sonho é preciso romper as fronteiras do possível".
Também eu quero festejar a Vida no recomeço deste Novo Ano, esperando que se concretizem os Sonhos que, hoje, ainda guardo comigo.
Bendito seja o Criador, Caminho, Verdade e Vida!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Quando falta a Luz
A neura e a sensação de isolamento que a longa falha de energia eléctrica me proporcionou, ontem de tarde e noite dentro, contrastaram com o alívio, a serenidade e bem-estar que senti ao ver repostas as funcionalidades básicas que me foram inacessíveis, durante várias horas seguidas.
Então, num assumo de humilde reflexão, menos brava, já, vieram-me à memória outros tempos quando essas básicas funcionalidades que tanto reclamei, agora, eram executadas com a maior normalidade, à custa de tantos sacrifícios pessoais.
E, se se ousava pensar no despontar de uma nova necessidade, como era ponderada cada decisão, sujeita que estava ao recurso que o magro orçamento familiar iria possibilitando.
E, como era lenta a chegada de cada pequena comodidade sonhada por tanto tempo!
Recordo, como se fora hoje quando, ainda criança, chegou a electricidade à nossa casa. Lembro-me, até, da figura do electricista andando por lá a estender os fios, colocando interruptores, pendurando os pequenos abajours, cada um deles recheado com a respectiva lâmpada. E, quando a obra terminou, recordo... a sensação única que foi viver, já noite, a magia do 1º clique na cozinha e sentir aquela explosão de luz intensa, tão diferente do mortiço candeeiro a petróleo. Que alegria! Foi como se aquele pequeno espaço tivesse triplicado a sua área e trouxesse à miúda que eu era, aquilo que , hoje, eu descreveria como um mar de Luz!
Recordo... a chegada lá a casa, da 1ª telefonia. Por entre relatos de futebol nas tardes de domingo, teatro infantil, radiofónico, da Madalena Patacho, notícias, música e canções, tantas horas de prazer, sonho e criatividade me proporcionou essa janela aberta ao mundo!
Recordo... a substituição do ferro de engomar, com brasas, pelo 1º ferro eléctrico "Rowenta" comprado a prestações semanais ao vendedor ambulante que ganhava a vida calcorreando as aldeias com o "chamariz da modernidade", facilitadora no desempenho das tarefas.
Recordo... lembro, tantas limitações e esforço por coisas que agora são "nadas" e fazem parte do trivial mais comum de todos nós. Foram essas vivências que fizeram de mim aquilo que sou. Não recordo com saudade. Lembro, apenas, tanto obscurantismo, tanto isolamento, tantos sacrifícios como aqueles que já vivi e conheci noutros iguais, para que nunca mais falhe a Luz!
Quero Luz, na minha casa.
Quero Luz, na minha terra.
Quero Luz, no meu País.
E... que ninguém me diga que sou impertinente.
Quero que haja o direito à Luz, já, para mim e para todos.
Então, num assumo de humilde reflexão, menos brava, já, vieram-me à memória outros tempos quando essas básicas funcionalidades que tanto reclamei, agora, eram executadas com a maior normalidade, à custa de tantos sacrifícios pessoais.
E, se se ousava pensar no despontar de uma nova necessidade, como era ponderada cada decisão, sujeita que estava ao recurso que o magro orçamento familiar iria possibilitando.
E, como era lenta a chegada de cada pequena comodidade sonhada por tanto tempo!
Recordo, como se fora hoje quando, ainda criança, chegou a electricidade à nossa casa. Lembro-me, até, da figura do electricista andando por lá a estender os fios, colocando interruptores, pendurando os pequenos abajours, cada um deles recheado com a respectiva lâmpada. E, quando a obra terminou, recordo... a sensação única que foi viver, já noite, a magia do 1º clique na cozinha e sentir aquela explosão de luz intensa, tão diferente do mortiço candeeiro a petróleo. Que alegria! Foi como se aquele pequeno espaço tivesse triplicado a sua área e trouxesse à miúda que eu era, aquilo que , hoje, eu descreveria como um mar de Luz!
Recordo... a chegada lá a casa, da 1ª telefonia. Por entre relatos de futebol nas tardes de domingo, teatro infantil, radiofónico, da Madalena Patacho, notícias, música e canções, tantas horas de prazer, sonho e criatividade me proporcionou essa janela aberta ao mundo!
Recordo... a substituição do ferro de engomar, com brasas, pelo 1º ferro eléctrico "Rowenta" comprado a prestações semanais ao vendedor ambulante que ganhava a vida calcorreando as aldeias com o "chamariz da modernidade", facilitadora no desempenho das tarefas.
Recordo... lembro, tantas limitações e esforço por coisas que agora são "nadas" e fazem parte do trivial mais comum de todos nós. Foram essas vivências que fizeram de mim aquilo que sou. Não recordo com saudade. Lembro, apenas, tanto obscurantismo, tanto isolamento, tantos sacrifícios como aqueles que já vivi e conheci noutros iguais, para que nunca mais falhe a Luz!
Quero Luz, na minha casa.
Quero Luz, na minha terra.
Quero Luz, no meu País.
E... que ninguém me diga que sou impertinente.
Quero que haja o direito à Luz, já, para mim e para todos.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
"Vês o teu povo, vês o Mundo todo"
Nesta semana, o meu povo ficou atordoado, como atordoado anda o meu país, o mundo todo.
Já não bastava roubarem-nos os bolsos, os sonhos, os empregos. Agora, até Deus é roubado e levado dentro do Seu Sacrário, por ladrões.
Quando nem a porta da nossa pequena igreja, quase escondida num canto deste país, escapa à perícia da ladroagem, é como se uma parte da nossa própria identidade nos seja, também, arrancada.
Cobiça por uma peça de arte sacra, recentemente restaurada? Crendice obscurantista? Fome de dinheiro fácil? Fanatismo intolerante?
Seja qual for o motivo de tão repugnante acto, ele é demonstrativo da fragilidade da nossa sociedade e da ausência de valores que deveriam pautar a nossa breve existência, por aqui .
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Resgate dos mineiros no chile
Grande momento histórico!
Enquanto, por um lado, as "grandes potências" investem em armamento e prendem por delito de opinião, os Grandes Homens e Mulheres dirigem a sua Inteligência e todo o seu Esforço, no salvamento dos seus irmãos!
Tão bela lição de solidariedade que o Mundo vê, em directo!
Enquanto, por um lado, as "grandes potências" investem em armamento e prendem por delito de opinião, os Grandes Homens e Mulheres dirigem a sua Inteligência e todo o seu Esforço, no salvamento dos seus irmãos!
Tão bela lição de solidariedade que o Mundo vê, em directo!
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Inseguranças
Reparei que os dois miúdos, de mochila às costas, espreitavam a porta envidraçada, mesmo ao lado do multibanco onde me dirigia. Não deviam ter mais de 10 anos. Tinham aspecto de crianças bem cuidadas, tipo "miúdos classe média". Ao retirar o dinheiro, ouvi um deles dizer ao outro:
- Sabes, a solução era morrer.
Retive a frase, olhei-os e disse-lhes:
- Os meninos da vossa idade não devem dizer essa frase. Devem dizer: a solução é viver e com alegria.
Perguntei-lhes de seguida:
- Precisam de alguma coisa?
Um deles respondeu:
- Só queria que a minha mãe viesse agora. Estou cheio de sede.
Perguntei-lhes se queriam que fosse ali ao café da esquina pagar-lhes uma água.
De imediato, os dois pareceram embaraçados, dizendo em uníssono que não. Que não precisavam de nada. Ao notar a sua reacção, sempre a caminhar enquanto nos íamos afastando dali, disse-lhes que não tivessem medo de mim. Eu até tinha sido professora. Agora, é que já não era. Um deles, incrédulo e em tom interrogativo, respondeu: - professora? E, zás , toca de caminharem rua acima, mais lestos, sem olharem para trás.
Só entrei no carro depois de os ver virar a esquina e fiquei a pensar no tamanho do fosso que a desconfiança e o medo podem gerar na sociedade actual, sobretudo nos mais novos.
Calculo, agora, que um deles teria a mãe a trabalhar naquele banco fechado mas o certo é que ninguém se abeirou, vindo lá de dentro.
Como é preocupante ouvir dois garotos discorrerem seja do que for, pensando na morte como solução.
É preocupante o efeito causado pelo martelar de notícias "tipo casa-pia" e outros similares mas, também, o estar avisado para os riscos é verdadeiramente necessário.
É preocupante a mudança que a sociedade de hoje nos revela e os abismos que constrói.
É PRECISO, FAZ-NOS FALTA, comunicação, diálogo, confiança, boa-fé, segurança!
- Sabes, a solução era morrer.
Retive a frase, olhei-os e disse-lhes:
- Os meninos da vossa idade não devem dizer essa frase. Devem dizer: a solução é viver e com alegria.
Perguntei-lhes de seguida:
- Precisam de alguma coisa?
Um deles respondeu:
- Só queria que a minha mãe viesse agora. Estou cheio de sede.
Perguntei-lhes se queriam que fosse ali ao café da esquina pagar-lhes uma água.
De imediato, os dois pareceram embaraçados, dizendo em uníssono que não. Que não precisavam de nada. Ao notar a sua reacção, sempre a caminhar enquanto nos íamos afastando dali, disse-lhes que não tivessem medo de mim. Eu até tinha sido professora. Agora, é que já não era. Um deles, incrédulo e em tom interrogativo, respondeu: - professora? E, zás , toca de caminharem rua acima, mais lestos, sem olharem para trás.
Só entrei no carro depois de os ver virar a esquina e fiquei a pensar no tamanho do fosso que a desconfiança e o medo podem gerar na sociedade actual, sobretudo nos mais novos.
Calculo, agora, que um deles teria a mãe a trabalhar naquele banco fechado mas o certo é que ninguém se abeirou, vindo lá de dentro.
Como é preocupante ouvir dois garotos discorrerem seja do que for, pensando na morte como solução.
É preocupante o efeito causado pelo martelar de notícias "tipo casa-pia" e outros similares mas, também, o estar avisado para os riscos é verdadeiramente necessário.
É preocupante a mudança que a sociedade de hoje nos revela e os abismos que constrói.
É PRECISO, FAZ-NOS FALTA, comunicação, diálogo, confiança, boa-fé, segurança!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Quando o sol não é para todos
É impossível não reclamar!Ontem, este Oeste passou todo o dia "atrás do sol posto". Cá por mim, nem os trapitos consegui enxugar. Passei o dia a barafustar com as nuvens, com a humidade, com o vento, com o tempo que dizem ser de Verão!... Nem os gatos quiseram a rua.
Depois, depois, foi querer-me "ver grega" com os 39º da Grécia e que descascam quem lá mora, foram as risadas de quem fugiu a esta penúria de sol ao saber que, por aqui, tínhamos clima londrino!...
Crise até no astro-rei! Só comparável às bolsas dos oestinos e outros portugas ou então, é um caso de discriminação racial que merece o meu mais veemente protesto.
Hoje, ao amanhecer, pensei que tinha sido ansiosa e reclamante demais e que teria garantido o sorriso solarengo dos céus. Nada!
Temos um pouquinho mais de brilho mas o vento, as nuvens... Talvez seja Primavera.
Ó Sol, até tu já não chegas para todos!!!
Adenda ao comentário anterior: São pouco mais de 22h e...chove no Oeste!
Alterações climáticas significativas e preocupantes. De quem será a culpa?
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Honra aos vencidos!
Talvez por influência da minha costela masoquista, apetece-me falar, apenas, dos Holandeses, da sua capacidade de resistência, da sua resiliência!
Afinal, vencedor foi só um. Com mérito (que o diga a selecção portuguesa), com capacidade de união de um povo a fazer inveja às diligências desenvolvidas pelos doutos políticos!
Afinal, através do fenómeno futebol é tão fácil que as multidões sintam a felicidade do triunfo, a chama do sucesso ainda que, de per si, cada um dos seus elementos saiba bem o quanto é efémero e difícil atingir-se o topo, a glória!
Porém, o que é o topo? O que é a glória?
Olho a festa colectiva e vem-me à ideia a imagem que construí sobre os duelos da Antiguidade, no Coliseu de Roma!...
O Homem sabe pouco sobre o seu desenvolvimento pessoal mas sabe que tem necessidade de celebrar vitórias que o ajudem a carregar o fardo do seu dia a dia. Sente-se mais forte vivendo um espírito gregário, no sofrimento ou na alegria. Assim, em conjunto, disfarçam-se as fragilidades individuais.
É preciso aprendermos a valorizar as nossas próprias derrotas. É preciso lembrarmos, com humildade, o papel dos vencidos na construção das nossas próprias vitórias. Eles, os derrotados, foram participantes indispensáveis da vitória a celebrar e estão, por direito próprio, ao nível dos vencedores.
Por tudo isto, é que me sinto bem quando vejo um suplente levantar o queixo ao choroso guarda-redes, quando vejo a ajuda no erguer do desolado, quando olho o abraço consolador ao treinador derrotado, quando vejo uma mão negra e outra mão branca, na entrega do troféu.
Parabéns, Holanda! Hoje, embora não pareça, ainda há muitos mais "holandeses" que "espanhóis". Saibamos descobrir essa realidade no momento festivo.
Talvez que, na próxima edição, eu "me veja grega" para vos aplaudir como justos campeões!
...É que, no fim de contas, cada um de nós tem direito ao seu próprio sonho!
Afinal, vencedor foi só um. Com mérito (que o diga a selecção portuguesa), com capacidade de união de um povo a fazer inveja às diligências desenvolvidas pelos doutos políticos!
Afinal, através do fenómeno futebol é tão fácil que as multidões sintam a felicidade do triunfo, a chama do sucesso ainda que, de per si, cada um dos seus elementos saiba bem o quanto é efémero e difícil atingir-se o topo, a glória!
Porém, o que é o topo? O que é a glória?
Olho a festa colectiva e vem-me à ideia a imagem que construí sobre os duelos da Antiguidade, no Coliseu de Roma!...
O Homem sabe pouco sobre o seu desenvolvimento pessoal mas sabe que tem necessidade de celebrar vitórias que o ajudem a carregar o fardo do seu dia a dia. Sente-se mais forte vivendo um espírito gregário, no sofrimento ou na alegria. Assim, em conjunto, disfarçam-se as fragilidades individuais.
É preciso aprendermos a valorizar as nossas próprias derrotas. É preciso lembrarmos, com humildade, o papel dos vencidos na construção das nossas próprias vitórias. Eles, os derrotados, foram participantes indispensáveis da vitória a celebrar e estão, por direito próprio, ao nível dos vencedores.
Por tudo isto, é que me sinto bem quando vejo um suplente levantar o queixo ao choroso guarda-redes, quando vejo a ajuda no erguer do desolado, quando olho o abraço consolador ao treinador derrotado, quando vejo uma mão negra e outra mão branca, na entrega do troféu.
Parabéns, Holanda! Hoje, embora não pareça, ainda há muitos mais "holandeses" que "espanhóis". Saibamos descobrir essa realidade no momento festivo.
Talvez que, na próxima edição, eu "me veja grega" para vos aplaudir como justos campeões!
...É que, no fim de contas, cada um de nós tem direito ao seu próprio sonho!
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Utopia ou talvez não
No blog da minha amiga Rosa descobri a beleza deste vídeo!
Como seria bom que as palavras "preconceito", "guerra", "xenofobia" "desigualdade" e outras que tais, pudessem ser riscadas do mundo através de gestos como estes!...
Como seria bom que as palavras "preconceito", "guerra", "xenofobia" "desigualdade" e outras que tais, pudessem ser riscadas do mundo através de gestos como estes!...
quarta-feira, 30 de junho de 2010
"Papéis de música"
Hoje, sabe-nos a boca a "papéis de música", (ditado popular que significa a dor da ressaca)!...
Enquanto o meu espírito procura meditar nas análises de técnicos ou vedetas e naquelas que se ouvem, em redor, emitidas pelo cidadão mais douto na matéria, tento descortinar, para mim própria, o quanto o futebol e a sua envolvência nos povos, retrata e espelha o pulsar do desenvolvimento sociológico do mundo.
Depois da façanha dos 7 a 0, chegou-nos a "depressão", outra vez!!!
Nós, que gostamos tanto de nos sentirmos "alegretes" mesmo continuando "pobretes," vivemos agora o drama de carpir o desfecho desta "viagem" dos "Navegadores", incapazes de fazer esquecer o tal das Tormentas que, às vezes, rebaptizamos de "Boa Esperança!
É tempo de cairmos na realidade da nossa "tanga" e promovermos novos "Gamas" levando-os a saber respeitar o hino que escutam, cantando-o ou não, a valorizar as paixões que despertam, a dignificar as mordomias que lhes emprestam pelo lugar de topo que lhes é facultado.
Para tanta planificação, importa dar-lhes a beber chá. Aquele "chá" que se toma em pequenino: o chá da persistência, do esforço, da união incondicional, da simplicidade e dos bons modos, do anti-vedetismo, do saber perder perante os que se revelam mais batalhadores. Enfim, o chá da boa educação.
A todos nós, resta-nos aprender a não deitar foguetes antes da festa e, neste caso, aceitar que os espanhóis nos derrotaram não por um golo irregular mas sim, porque a nossa equipa esteve "fora de jogo".
As lágrimas do Eduardo são também as lágrimas dos anónimos portugueses que tanto lutam e tão pouco alcançam mas que acreditam e procuram a "Boa Esperança"!
Só por isso, vale a pena citar o Poeta:
"Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!..."
Enquanto o meu espírito procura meditar nas análises de técnicos ou vedetas e naquelas que se ouvem, em redor, emitidas pelo cidadão mais douto na matéria, tento descortinar, para mim própria, o quanto o futebol e a sua envolvência nos povos, retrata e espelha o pulsar do desenvolvimento sociológico do mundo.
Depois da façanha dos 7 a 0, chegou-nos a "depressão", outra vez!!!
Nós, que gostamos tanto de nos sentirmos "alegretes" mesmo continuando "pobretes," vivemos agora o drama de carpir o desfecho desta "viagem" dos "Navegadores", incapazes de fazer esquecer o tal das Tormentas que, às vezes, rebaptizamos de "Boa Esperança!
É tempo de cairmos na realidade da nossa "tanga" e promovermos novos "Gamas" levando-os a saber respeitar o hino que escutam, cantando-o ou não, a valorizar as paixões que despertam, a dignificar as mordomias que lhes emprestam pelo lugar de topo que lhes é facultado.
Para tanta planificação, importa dar-lhes a beber chá. Aquele "chá" que se toma em pequenino: o chá da persistência, do esforço, da união incondicional, da simplicidade e dos bons modos, do anti-vedetismo, do saber perder perante os que se revelam mais batalhadores. Enfim, o chá da boa educação.
A todos nós, resta-nos aprender a não deitar foguetes antes da festa e, neste caso, aceitar que os espanhóis nos derrotaram não por um golo irregular mas sim, porque a nossa equipa esteve "fora de jogo".
As lágrimas do Eduardo são também as lágrimas dos anónimos portugueses que tanto lutam e tão pouco alcançam mas que acreditam e procuram a "Boa Esperança"!
Só por isso, vale a pena citar o Poeta:
"Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!..."
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